A doença de Alzheimer afeta mais de 41 mil idosos cabo-verdianos, avançou a neurologista do Hospital Agostinho Neto (HAN) Albertina Fernandes Lima, esta quinta-feira, 21, à margem da palestra organizada pela Câmara Municipal da Praia para assinalar o dia mundial alusivo a esta doença.

Segundo Albertina Lima, uma das oradoras da palestra “Alzheimer: Causas, sintomas, tratamento e prevenção”, a patologia atinge pessoas com idade superior a 60 anos. “Neste momento, não existem dados concretos, mas estima-se que em Cabo Verde existem mais 42 mil pessoas idosas com a doença, sendo que a maior parte começa com tendência para esquecer”, indicou.

Entretanto, disse que não existe uma causa exacta para a doença, mas que pessoas com antecedentes familiares e com idade superior a 65 anos tem maior tendência para contrair a doença, sobretudo pacientes com doenças genéricas como traumatismo craniano, doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes.

Para a neurologia, o apoio é muito importante, sobretudo na fase inicial, pois a pessoa afetada não tem consciência da sua doença. “Tendo em conta que é uma doença sem cura, é muito importante manter os doentes sempre no ativo, com atividade física, leitura, praticar jogos sobretudo uril, um jogo em Cabo Verde é muito praticado, para estimular a memória dos pacientes”, sublinhou.

Por seu turno, a coordenadora do Centro de Dia de Castelão da CMP, Isabel Delgado, avançou que nesse serviço municipal e também nas visitas ás comunidades recorrem a técnicas de animação cognitiva para estimulação de memória, atividades físicas, trabalhos manuais e reciclagem.