Com as águas estagnadas depois das últimas chuvas, a ilha do Sal encontra-se infestada de mosquitos, situação que “preocupa” o delegado de Saúde, José Rui Moreira. “Com a chegada das chuvas, a situação de mosquitos aumentou na ilha. Temos o mosquito vector, aedes aegypti, transmissor da dengue, febre-amarela, zica e chikungunya.

No Sal nunca foram detectados casos autóctones de paludismo, o que mostra que o anopheles não é um mosquito que resista ao seu clima, daí que a grande preocupação tem a ver com casos de paludismo importado, de pessoas que viajam para a África Continental”, apontou quinta-feira, ouvido pela Inforpress.

Porém, o responsável de saúde local diz que não se deve descartar a hipótese de casos autóctones de paludismo no futuro. Acredita que, com as alterações climáticas, os insectos podem perfeitamente adaptar-se.

“Com as mudanças climáticas, é bem capaz que no futuro venhamos a ter o mosquito anopheles. Uma coisa é ter mosquitos que incomodam e mordem e outra, bem diferente, é ter mosquitos infectados, com dengue, febre-amarela ou palúdico, capazes de transmitir doenças depois de picarem alguém infectado” acautelou.

O delegado de Saúde chama a atenção das pessoas, sobretudo as que viajaram de lugares onde se registam casos de paludismo a estarem atentas aos sintomas e a procurarem os serviços hospitalares o mais rapidamente possível.

Fonte: Expresso das Ilhas