A Cidade da Praia já registou este ano mais de 70 casos de paludismo, sendo Achada Santo António o bairro com maior, informou hoje a delegada de Saúde, Ulardiina Furtado. Em declarações à RCV, a responsável destacou que os bairros mais afectados são, para além de Achada Santo António, as zonas de Ponta Belém, Achadinha e Várzea.

Ao contrário do verificado em anos anteriores, nos bairros mais vulneráveis, ou seja, com maior incidência de focos de mosquitos como Fonton, Taiti, Várzea e Eugénio, o número de casos ainda não é preocupante, de acordo a Delegacia de Saúda da capital. A sujeira, que atualmente se regista na zona de Achada Santo António e de forma particular no Brasil, poderá justificar os elevados casos de paludismo nessa zona.

“Esta situação poderá estar ligada diretamente ao aparecimento dos focos de mosquitos”, disse a responsável que apela as pessoas, uma vez mais, a apostarem na higiene do meio. “A acumulação de água dentro de casa deve ser bem gerida. Guardar só o que realmente é necessário. Os depósitos de água devem ser cuidados. Não deixar água parada durante muito tempo”, são algumas recomendações deixadas.

A Delegacia de Saúde já está trabalhar, há mais de um mês, na prevenção, tendo em conta a época das chuvas. Mesmo com essas ações de terreno os casos continuam a aumentar. Esta sexta-feira, a Delegacia reuniu-se com equipas de terreno para avaliar se as estratégias estão a funcionar e delinear outras formar de reforçar as intervenções, tendo em conta as previsões de chuva nos próximos dias.

São Vicente: Casos são importados

Em entrevista à imprensa, o Delegado de Saúde de São Vicente, Elísio Silva, sublinha que em São Vicente os casos de doenças como o paludismo foram importados. Como advertência para esta época do ano, chama a atenção para as práticas básicas de higiene.

 “Primeira norma de higiene normal e básica, principalmente para prevenir doenças diarreicas e vómitos, é ingerir alimentos bem preparados”. Além disso, avisa, é preciso seguir as medidas de combate aos mosquitos. “Temos que nos preparar e há um controlo enorme sobre os mosqueiros que transmitem este tipo de doença”, finaliza.

Fonte: Inforpress/Notícias do Norte